Pesquisa e Sinopse 2010
Justificativa do Enredo:
Existem várias divergências quanto a origem do Samba, alguns falam que a procedência é Árabe, sendo conhecido como Zamba ou Zambra.
De todos os gêneros de nossa música popular, o Samba, por certo, é aquele que tem atraído maior número de estudiosos em sucessivas pesquisas quanto às suas raízes. As definições a que se tem chegado, partindo de variados pressupostos quanto a sua origem, não invalidam, porém, nessa controvérsia, o princípio de suas características de gênero representativo e sem nenhuma dúvida o mais popular do nosso cancioneiro.
A Escola de Samba Tradição engajada com o seu tempo, traz para o Carnaval de 2010 e apresentará à comunidade Guaibense e carnavalesca, a origem do Samba no Brasil. Uma modificação da palavra Semba, para o Samba. Esta entonação Semba tem origem africana, possivelmente oriunda da Angola, de onde vieram a maior parte dos escravos para o Brasil, principalmente para a Bahia.
Nossa Associação pede para abrir Alas que o Samba pede passagem, pois é a Tradição no Brasil e com muito orgulho no coração.
Para isto, vamos passar por alguns gêneros e subgêneros do Samba como Dança e Música propriamente dita.
“Quem não gosta de Samba Bom sujeito não é,
É ruim da cabeça ou doente o pé”.
Dorival Caymmi
Desenvolvimento do Enredo:
Partindo de Angola de onde vieram a maior parte dos escravos para o Brasil, o termo Samba foi uma troca, uma alteração da palavra Semba de origem africana, que significa umbigada.
No século XIX o Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama escrevia em uma revista pernambucana, de nome O Carapuceiro, não se referindo ao futuro gênero musical, mas sim a um tipo de folguedo, uma dança dramática, o “Samba D’Almocreve”, uma espécie de dança popular de negros escravos daquela época na Bahia praticadas em festas de “Samba”.
Este folguedo se exteriorizava do centro de um círculo chamado de Roda de Samba e ao som de palmas, coro e objetos de percussão, um dançarino solista, em requebros e volteios, dava uma umbigada em um outro companheiro a fim de convidá-lo a dançar, sendo substituído então por esse participante, em continuação de folguedos populares. Do baião de viola temos notícia como um dos mais frementes apelos para a função dançante das cabrochas namoradeiras. Outra forma de variações coreográficas fica por conta do Samba de Chave, em que o dançarino solista fingia procurar no meio de roda uma chave, e quando encontrava era substituído.
Na metade do século XIX, a palavra Samba já tinha diferentes tipos de danças de escravos africanos, inclusive conduzida por diversos tipos de batuques com características próprias de cada estado brasileiro e pela peculiaridade de cada região.
Os nomes de algumas destas danças populares podemos identificar na Bahia como Samba de Roda, Samba de Chave e Samba Corrido, no Maranhão o Tambor de Crioula, no Pernambuco o Samba de Coco, no Rio Grande do Norte o Bambelô, no Rio de Janeiro o Caxambu, Miudinho, Jongo e Samba de Roda, em São Paulo Samba de Lenço, Samba Rural ou Tiririca.
Não fugindo de suas características originais, o Samba foi pegando forma com a chegada de instrumentos de percussão, juntando-se com o violão e violas que já existiam naquela época nas Rodas de Samba.
Foi assim que Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, filha de uma mulata, e que desde cedo frequentava rodas de lundu, umbigada e outras músicas populares típicas dos escravos, no final do século XIX, em 1899 escreveu “Ô Abre Alas”, música que entrou na história como sendo a primeira marcha composta especialmente para o carnaval, e desde então é considerada o símbolo do mesmo.
Ô Abre Alas – Chiquinha Gonzaga
“Ô Abre Alas,
Que eu quero passar
Eu sou da Lira,
Não posso negar
Ô Abre Alas,
Que eu quero passar
Rosas de Ouro é quem vai ganhar”
No início do século XX, no Rio de Janeiro, mais especificamente nas imediações dos Morros e Zona Portuária, foi crescendo a população de negros e mestiços oriundos de várias partes do Brasil, principalmente da Bahia.
Muitas baianas descendentes de escravos também se alojaram nestas imediações, sendo conhecidas como as Tias Baianas. Inconteste a contribuição das Tias do Samba, como eram conhecidas, para a sedimentação da cultura negra, principalmente com relação ao candomblé e ao Samba desta época.
E foi assim, o Samba propriamente como gênero musical nasceria nas casas destas “Tias Baianas”, como um estilo descendente do lundu, das festas dos terreiros entre umbigadas (semba) e pernadas de capoeira, marcado nos atabaques, chocalho, pandeiro, prato e faca e na palma da mão.
Na casa de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, conhecida como a mais famosa das Tias Baianas, no Rio de Janeiro, uma cozinheira de mão cheia e mãe de santo, era Iyákekerê filha de Oxum, na Praça Onze, no centro do Rio (chamada “Pequena África”) onde era tradicional ponto de encontro de personagens do Samba carioca. Foi em sua casa que se reuniram os maiores compositores e malandros, como Donga, Sinhô e João da Baiana, para saraus .
A hospitalidade dessas baianas fornecia a base para que os compositores pudessem desenvolver o Samba. Assim que foram gravadas algumas composições sob a denominação de Samba, mas não emplacaram. No entanto, após a gravação de “Pelo Telefone”, este foi considerado o primeiro Samba gravado em disco.
Pelo telefone - Donga
“O chefe da folia
Pelo telefone manda me avisar
Que com alegria
Não se questione para se brincar... Ai, ai, ai
É deixar mágoas pra trás, ó rapaz ... Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás, ...”
À medida que o Samba se consolidava como uma expressão urbana e moderna, ele passou a ser tocado nas rádios, se espalhando pelo País.
Já nos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro, que os contornos modernos do Samba vieram com as inovações de grupos de compositores dos blocos carnavalescos, onde deste, se destacaria a chamada “Turma do Estácio”, e surgiria ainda a Deixa Falar, a primeira Escola de Samba brasileria.
Para adapta-los à caminhada dos blocos, os percursionstas davam enfase ao tempo forte do rítmo, aproximando-o da marcha e foram dando transformação, ligada ao nascimento das Escolas de Samba.
Conhecido em todo o mundo pelos famosos carnavais, o Samba, enquanto expressão tornou-se um símbolo, o gênero musical mais popular do Brasil.
Mas esta história começou com o primeiro sucesso internacional, um Samba Exaltação cujo carro chefe seria “Aquarela do Brasil”, de Ari Barroso e seguiu com Carmen Miranda, que levou o Samba para os Estados Unidos.
“... O Brasil, Samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Prá mim! Pra mim, pra mim...”
“... É o meu Brasil brasileiro
Terra de Samba e pandeiro ...”
A popularização do Samba é cada vez maior, e o fenômeno das Escolas de Samba tomou conta do cenário carioca e ajudou a impulsionar outros subgêneros do Samba. Como Samba de Partido Alto, cantado como desafio nos terreiros que é caracterizado pela batida do pandeiro com o uso da palma da mão no centro do instrumento, acompanhado de cavaquinho ou de violão ao Samba Enredo, trilha sonora para desfiles das Escolas de Samba.
Outras vertentes e variações ao longo dos anos foram surgindo com o aparecimento das primeiras danceterias populares, as chamadas gafieiras, influenciada pelos ritmos norte americanos. Do Samba de Gafieira ao Samba de Breque, este que foi imortalizado por Heitor dos Prazeres, que fazia paradas bruscas durante a música e realizava uma intervenção com frases apenas faladas, diálogos ou comentários bem humorados do cantor.
No Rio Grande do Sul, Surge um ícone, Lupicínio Rodrigues, rei da dor de cotovelo, das dores e indagações, pela ótica do sofredor amoroso, tendo resquício a temática do bolero, quando não assumido o tom de queixa. Foi considerado um gênero da classe média por excelência, o Samba Canção.
E Zé Kétti, compositor antigo do Rio de Janeiro, teve oportunidade de alavancar pela indústria cinematográfica, que também corroborou com o Samba, e surge no filme Rio 40 graus a música "A voz do Morro", uma Bossa Nova o fino do Samba com o Samba de Morro, e que faz a abertura e o encerramento do filme.
A Voz do Morro – Zé Kétti
"Eu sou o Samba
A voz do morro sou eu mesmo sim Senhor,
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei dos Terreiros
Eu sou o Samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem leva a alegria
Para milhões de corações brasileiros (...)"
Do Sambalanço temos notícias de uma ramificação que era mais apreciada também pela classe média, projetou artistas como Bebeto, Bedeu, Elsa Soares e outros. Este ritmo também misturava o Samba com ritmos norte americano. O Samba tradicional e a Bossa Nova são caracterizados pelo deslocamento da acentuação rítmica e recebeu uma grande influência do Jazz. Foi muito difundido nos bailes suburbanos e injetou mais teleco-teco (como se dizia na época) no velho ritmo gestado na casa das tias baianas.
O emergente movimento do Pagode em habituais reuniões festivas, onde são regadas a muita música, comida e bebida, principalmente no Cacique de Ramos naquela época, onde se encontravam compositores urbanos e interpretes da nova geração e ousaram novas combinações com características do Choro ligadas ao Partido Alto. Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto, Jorge Aragão e outros, incluíram novos instrumentos como o banjo, tam-tam e repique de mão.
O Samba projetou também com altas vendagens as divas Alcione, Clara Nunes, Jovelina Perola Negra e Beth Carvalho.
No universo do Samba, tenho muito ainda que contar, do tempo que tenho, não da para falar, mas uma coisa com certeza e vou relatar... Eu sou o Samba sou do Brasil, Sou a Tradição... de Coração, e agradeço aos grandes baluartes, nomes que estão no panteão do Samba.
Não poderia deixar de existir o Dia Nacional do Samba, que é comemorado no dia 2 de dezembro, por ter marcado a primeira visita de Ary Barroso a Salvador. Inicialmente era comemorado apenas em Salvador, mas acabou sendo transformado em data nacional, e em 2007 o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) conferiu registro oficial às matrizes do Samba do Rio de Janeiro e se tornou um Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
S I N O P S E
Existem várias divergências quanto a origem do Samba, alguns falam que a procedência é Árabe, sendo conhecido como Zamba ou Zambra.
De todos os gêneros de nossa música popular, o Samba, por certo, é aquele que tem atraído maior número de estudiosos em sucessivas pesquisas quanto às suas raízes. As definições a que se tem chegado, partindo de variados pressupostos quanto a sua origem, não invalidam, porém, nessa controvérsia, o princípio de suas características de gênero representativo e sem nenhuma dúvida o mais popular do nosso cancioneiro.
A Escola de Samba Tradição engajada com o seu tempo, traz para o Carnaval de 2010 e apresentará à comunidade Guaibense e carnavalesca, a origem do Samba no Brasil. Uma modificação da palavra Semba, para o Samba. Esta entonação Semba tem origem africana, possivelmente oriunda da Angola, de onde vieram a maior parte dos escravos para o Brasil, principalmente para a Bahia.
Nossa Associação pede para abrir Alas que o Samba pede passagem, pois é a Tradição no Brasil e com muito orgulho no coração.
Para isto, vamos passar por alguns gêneros e subgêneros do Samba como Dança e Música propriamente dita.
“Quem não gosta de Samba Bom sujeito não é,
É ruim da cabeça ou doente o pé”.
Dorival Caymmi
Desenvolvimento do Enredo:
Partindo de Angola de onde vieram a maior parte dos escravos para o Brasil, o termo Samba foi uma troca, uma alteração da palavra Semba de origem africana, que significa umbigada.
No século XIX o Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama escrevia em uma revista pernambucana, de nome O Carapuceiro, não se referindo ao futuro gênero musical, mas sim a um tipo de folguedo, uma dança dramática, o “Samba D’Almocreve”, uma espécie de dança popular de negros escravos daquela época na Bahia praticadas em festas de “Samba”.
Este folguedo se exteriorizava do centro de um círculo chamado de Roda de Samba e ao som de palmas, coro e objetos de percussão, um dançarino solista, em requebros e volteios, dava uma umbigada em um outro companheiro a fim de convidá-lo a dançar, sendo substituído então por esse participante, em continuação de folguedos populares. Do baião de viola temos notícia como um dos mais frementes apelos para a função dançante das cabrochas namoradeiras. Outra forma de variações coreográficas fica por conta do Samba de Chave, em que o dançarino solista fingia procurar no meio de roda uma chave, e quando encontrava era substituído.
Na metade do século XIX, a palavra Samba já tinha diferentes tipos de danças de escravos africanos, inclusive conduzida por diversos tipos de batuques com características próprias de cada estado brasileiro e pela peculiaridade de cada região.
Os nomes de algumas destas danças populares podemos identificar na Bahia como Samba de Roda, Samba de Chave e Samba Corrido, no Maranhão o Tambor de Crioula, no Pernambuco o Samba de Coco, no Rio Grande do Norte o Bambelô, no Rio de Janeiro o Caxambu, Miudinho, Jongo e Samba de Roda, em São Paulo Samba de Lenço, Samba Rural ou Tiririca.
Não fugindo de suas características originais, o Samba foi pegando forma com a chegada de instrumentos de percussão, juntando-se com o violão e violas que já existiam naquela época nas Rodas de Samba.
Foi assim que Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, filha de uma mulata, e que desde cedo frequentava rodas de lundu, umbigada e outras músicas populares típicas dos escravos, no final do século XIX, em 1899 escreveu “Ô Abre Alas”, música que entrou na história como sendo a primeira marcha composta especialmente para o carnaval, e desde então é considerada o símbolo do mesmo.
Ô Abre Alas – Chiquinha Gonzaga
“Ô Abre Alas,
Que eu quero passar
Eu sou da Lira,
Não posso negar
Ô Abre Alas,
Que eu quero passar
Rosas de Ouro é quem vai ganhar”
No início do século XX, no Rio de Janeiro, mais especificamente nas imediações dos Morros e Zona Portuária, foi crescendo a população de negros e mestiços oriundos de várias partes do Brasil, principalmente da Bahia.
Muitas baianas descendentes de escravos também se alojaram nestas imediações, sendo conhecidas como as Tias Baianas. Inconteste a contribuição das Tias do Samba, como eram conhecidas, para a sedimentação da cultura negra, principalmente com relação ao candomblé e ao Samba desta época.
E foi assim, o Samba propriamente como gênero musical nasceria nas casas destas “Tias Baianas”, como um estilo descendente do lundu, das festas dos terreiros entre umbigadas (semba) e pernadas de capoeira, marcado nos atabaques, chocalho, pandeiro, prato e faca e na palma da mão.
Na casa de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, conhecida como a mais famosa das Tias Baianas, no Rio de Janeiro, uma cozinheira de mão cheia e mãe de santo, era Iyákekerê filha de Oxum, na Praça Onze, no centro do Rio (chamada “Pequena África”) onde era tradicional ponto de encontro de personagens do Samba carioca. Foi em sua casa que se reuniram os maiores compositores e malandros, como Donga, Sinhô e João da Baiana, para saraus .
A hospitalidade dessas baianas fornecia a base para que os compositores pudessem desenvolver o Samba. Assim que foram gravadas algumas composições sob a denominação de Samba, mas não emplacaram. No entanto, após a gravação de “Pelo Telefone”, este foi considerado o primeiro Samba gravado em disco.
Pelo telefone - Donga
“O chefe da folia
Pelo telefone manda me avisar
Que com alegria
Não se questione para se brincar... Ai, ai, ai
É deixar mágoas pra trás, ó rapaz ... Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás, ...”
À medida que o Samba se consolidava como uma expressão urbana e moderna, ele passou a ser tocado nas rádios, se espalhando pelo País.
Já nos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro, que os contornos modernos do Samba vieram com as inovações de grupos de compositores dos blocos carnavalescos, onde deste, se destacaria a chamada “Turma do Estácio”, e surgiria ainda a Deixa Falar, a primeira Escola de Samba brasileria.
Para adapta-los à caminhada dos blocos, os percursionstas davam enfase ao tempo forte do rítmo, aproximando-o da marcha e foram dando transformação, ligada ao nascimento das Escolas de Samba.
Conhecido em todo o mundo pelos famosos carnavais, o Samba, enquanto expressão tornou-se um símbolo, o gênero musical mais popular do Brasil.
Mas esta história começou com o primeiro sucesso internacional, um Samba Exaltação cujo carro chefe seria “Aquarela do Brasil”, de Ari Barroso e seguiu com Carmen Miranda, que levou o Samba para os Estados Unidos.
“... O Brasil, Samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Prá mim! Pra mim, pra mim...”
“... É o meu Brasil brasileiro
Terra de Samba e pandeiro ...”
A popularização do Samba é cada vez maior, e o fenômeno das Escolas de Samba tomou conta do cenário carioca e ajudou a impulsionar outros subgêneros do Samba. Como Samba de Partido Alto, cantado como desafio nos terreiros que é caracterizado pela batida do pandeiro com o uso da palma da mão no centro do instrumento, acompanhado de cavaquinho ou de violão ao Samba Enredo, trilha sonora para desfiles das Escolas de Samba.
Outras vertentes e variações ao longo dos anos foram surgindo com o aparecimento das primeiras danceterias populares, as chamadas gafieiras, influenciada pelos ritmos norte americanos. Do Samba de Gafieira ao Samba de Breque, este que foi imortalizado por Heitor dos Prazeres, que fazia paradas bruscas durante a música e realizava uma intervenção com frases apenas faladas, diálogos ou comentários bem humorados do cantor.
No Rio Grande do Sul, Surge um ícone, Lupicínio Rodrigues, rei da dor de cotovelo, das dores e indagações, pela ótica do sofredor amoroso, tendo resquício a temática do bolero, quando não assumido o tom de queixa. Foi considerado um gênero da classe média por excelência, o Samba Canção.
E Zé Kétti, compositor antigo do Rio de Janeiro, teve oportunidade de alavancar pela indústria cinematográfica, que também corroborou com o Samba, e surge no filme Rio 40 graus a música "A voz do Morro", uma Bossa Nova o fino do Samba com o Samba de Morro, e que faz a abertura e o encerramento do filme.
A Voz do Morro – Zé Kétti
"Eu sou o Samba
A voz do morro sou eu mesmo sim Senhor,
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei dos Terreiros
Eu sou o Samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem leva a alegria
Para milhões de corações brasileiros (...)"
Do Sambalanço temos notícias de uma ramificação que era mais apreciada também pela classe média, projetou artistas como Bebeto, Bedeu, Elsa Soares e outros. Este ritmo também misturava o Samba com ritmos norte americano. O Samba tradicional e a Bossa Nova são caracterizados pelo deslocamento da acentuação rítmica e recebeu uma grande influência do Jazz. Foi muito difundido nos bailes suburbanos e injetou mais teleco-teco (como se dizia na época) no velho ritmo gestado na casa das tias baianas.
O emergente movimento do Pagode em habituais reuniões festivas, onde são regadas a muita música, comida e bebida, principalmente no Cacique de Ramos naquela época, onde se encontravam compositores urbanos e interpretes da nova geração e ousaram novas combinações com características do Choro ligadas ao Partido Alto. Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto, Jorge Aragão e outros, incluíram novos instrumentos como o banjo, tam-tam e repique de mão.
O Samba projetou também com altas vendagens as divas Alcione, Clara Nunes, Jovelina Perola Negra e Beth Carvalho.
No universo do Samba, tenho muito ainda que contar, do tempo que tenho, não da para falar, mas uma coisa com certeza e vou relatar... Eu sou o Samba sou do Brasil, Sou a Tradição... de Coração, e agradeço aos grandes baluartes, nomes que estão no panteão do Samba.
Não poderia deixar de existir o Dia Nacional do Samba, que é comemorado no dia 2 de dezembro, por ter marcado a primeira visita de Ary Barroso a Salvador. Inicialmente era comemorado apenas em Salvador, mas acabou sendo transformado em data nacional, e em 2007 o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) conferiu registro oficial às matrizes do Samba do Rio de Janeiro e se tornou um Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
S I N O P S E
1º Setor - O Abre Alas que Eu Quero Passar
Da Mãe África para o Brasil, chegou o Samba, corruptela da palavra semba (umbigada).
Frei Miguel já escrevia na época que os negros dançavam o Samba D’almocreve. Dança dramática chamada de folguedo pelos escravos baianos, festejadas em festas de Samba.
Dançarinos solistas davam espetáculos em rodas de Samba realizando requebros e volteios ao som de palmas, couro e objetos de percussão, sendo substituído no momento em que dava uma umbigada em outro participante a fim de convidá-lo a dançar.
As cabrochas namoradeiras recebiam apaixonados apelos para a dança ao som de viola e canto popular.
Cada estado brasileiro tinha suas particularidades e em diferentes tipos de dança originárias do batuque de escravos africanos, e com a chegada de instrumentos de percussão, foi criado o gênero musical, o Samba.
Filha de mulata, Chiquinha Gonzaga desde pequena frequentava o Lundu, a umbigada e outros e deixou na história a marcha, “Ô Abre Alas”, considerada o símbolo para o carnaval.
Frei Miguel já escrevia na época que os negros dançavam o Samba D’almocreve. Dança dramática chamada de folguedo pelos escravos baianos, festejadas em festas de Samba.
Dançarinos solistas davam espetáculos em rodas de Samba realizando requebros e volteios ao som de palmas, couro e objetos de percussão, sendo substituído no momento em que dava uma umbigada em outro participante a fim de convidá-lo a dançar.
As cabrochas namoradeiras recebiam apaixonados apelos para a dança ao som de viola e canto popular.
Cada estado brasileiro tinha suas particularidades e em diferentes tipos de dança originárias do batuque de escravos africanos, e com a chegada de instrumentos de percussão, foi criado o gênero musical, o Samba.
Filha de mulata, Chiquinha Gonzaga desde pequena frequentava o Lundu, a umbigada e outros e deixou na história a marcha, “Ô Abre Alas”, considerada o símbolo para o carnaval.
“Ô Abre Alas,
Que eu quero passar
Eu sou da Lira,
Não posso negar
Ô Abre Alas,
Que eu quero passar
Rosas de Ouro é quem vai ganhar”
2º Setor - A Pequena África, Rio de Janeiro a Terra do Samba
Levado para o Rio de Janeiro com os negros e mestiços que migravam da Bahia, o Samba foi pegando ritmo e cadência com a chegada de instrumentos como o atabaque, chocalhos, pandeiro, prato e faca e na palma da mão.
Na “Pequena África” como era conhecida a Praça Onze, das Tias Baianas, as tias do Samba e do candomblé.
A casa da Tia Ciata, mãe de santo e filha de Oxum, que eram realizadas as Rodas de Samba mais famosa na época. Compositores e malandros se encontravam por lá para festas noturnas. Foi onde nasceu o primeiro Samba gravado em disco, “Pelo Telefone”, composição de Donga.
O Samba já tocava nas rádios de norte a sul do país, já era uma expressão urbana e moderna e nos morros cariocas tiveram contornos com inovações de grupos de compositores, onde surgiu a primeira Escola de Samba brasileria, a “Deixa Falar”.
3º Setor - O Brasil Terra de Samba e Pandeiro
Mais Escolas de Samba vão aparecendo e tornando o carnaval mais conhecido no mundo, com seu Samba Enredo, o Samba Exaltação “Aquarela do Brasil” de Pinxinguinha, foi o primeiro sucesso a sair das fronteiras brasileiras.
“... O Brasil, Samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Prá mim! Pra mim, pra mim...”
“... É o meu Brasil brasileiro
Terra de Samba e pandeiro ...”
Outros gêneros de Samba, como o Samba de Partido Alto, tocado com um pandeiro acompanhado de cavaquinho ou violão.
Do Samba de Gafieira ao Samba de Breque com intervenções falas ou comentários humorados.
O Samba Canção aparece para o Brasil ao som do Rei da dor de cotovelo, Lupicínio Rodrigues, que cantava ingratidões na ótica do sofredor amoroso.
No Samba de Morro fez surgir na indústria cinematográfica, a trilha sonora do filme, A voz do Morro de Zé Kétti.
“Eu sou o Samba
A voz do morro sou eu mesmo sim Senhor,
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei dos Terreiros
Eu sou o Samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem leva a alegria
Para milhões de corações brasileiros (...)"
A mistura Samba brasileiro com o Jazz Norte Americano, deu Sambalanço, injetando mais teleco-teco como se dizia antigamente.
As habituais reuniões festivas chamamos de Pagode que é a arte de improvisar o Samba cantado nos terreiros das Escolas de Samba.
4º Setor - Homenagem ao Panteão do Samba
Alcione, Clara Nunes, Jovelina Perola Negra e Beth Carvalho são conhecidas como as divas do Samba.
No universo do Samba, tenho muito ainda que contar, do tempo que tenho, não da para falar, mas uma coisa com certeza e vou relatar... Eu sou o Samba sou do Brasil, Sou a Tradição... de Coração, e agradeço aos grandes baluartes, nomes que estão no panteão do Samba.
Esta música, talvez seja mais propicia para representar minha homenagem ao Samba.
“Samba, a gente não perde o prazer de cantar
E fazem de tudo pra silenciar
A batucada dos nossos tantãs
No seu ecoar, o Samba se refez
Seu canto se faz reluzir
Podemos sorrir outra vez
Samba, eterno delírio do compositor
Que nasce da alma, sem pele, sem cor
Com simplicidade, não sendo vulgar
Fazendo da nossa alegria, seu habitat natural
O Samba floresce do fundo do nosso quintal
Este Samba é pra você
Que vive a falar, a criticar
Querendo esnobar, querendo acabar
Com a nossa cultura popular
É bonito de se ver
O Samba correr, pro lado de lá
Fronteira não há, pra nos impedir
Você não Samba mas tem que aplaudir”
A data 2 de dezembro é o dia nacional do Samba e em 2007 recebeu mais uma homenagem, e se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco.
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